MPPB nega dilatação de prazo e cortes vão atingir 28 mil servidores
Sexta, 30 de Julho de 2010 09h27
Por Thais Cirino, da redação do Jornal O Norte
As prefeituras paraibanas têm até este sábado para demitir 28.885 servidores contratados sem concurso nos 223 municípios paraibanos, de acordo com levantamento realizado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e repassado com exclusividade para O Norte.
A recomendação para as exonerações foi feita
pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e, de acordo com o procurador-geral de
Justiça, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, não haverá prorrogação. Ele explicou
que o órgão está avaliando que ações devem ser tomadas junto aos municípios que
descumpriram a recomendação. Um balanço da situação no estado será divulgado na
próxima terça-feira.
Entre as dez cidades com maior número de contratações está a capital, João
Pessoa, com 8.159 comissionados. A cidade é seguida por Patos (1.342), Cabedelo
(1.204), Bayeux (990), Piancó (567), Campina Grande (483), Queimadas (463),
Alhandra (463), Conceição (453) e Ingá (405). O relatório inclui também uma
lista com 63 servidores na mesma situaçãomantidos por Câmaras Municipais, que ainda
não são alvo de fiscalizações.
De acordo com Oswaldo Trigueiro, a recomendação atinge os funcionários
comissionados, temporários e os terceirizados. A ação visa corrigir abusos
cometidos pelos gestores municipais, além de estimular a realização de concurso
público e a convocação de aprovados. Segundo o MPPB, muitos prefeitos
procuraram o órgão para expor suas situações, outros convocaram concursados e
abriram editais para o preenchimento de vagas na administração pública.
Na próxima terça-feira o procurador-geral divulgará um balanço atual das
condições encontradas nos municípios e as medidas adotadas para fiscalizar os
que ainda estão em situação irregular.
A fiscalização será chefiada pela Comissão de Combate à Improbidade Administrativa e Responsabilidade Fiscal, presidida pelo promotor Carlos Romero Paulo Neto. O órgão não aceita os apelos dos gestores e da Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (Famup) de ampliar o prazo aos prefeitos até dezembro deste ano.
A Famup alega que o
prazo é curto e que as prefeituras não podem fazer exonerações no período
eleitoral. Outro desejo da entidade é ampliar a determinação para o Governo
Estadual.
Apesar de não garantir essa ampliação, o Ministério Público ajuizou três ações
civis públicas para obrigar o Estado da Paraíba a nomear de candidatos
aprovados em concurso nas áreas de segurança e saúde.
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