Advogado de Bruno diz que Eliza foi vista passeando em um shopping no Rio
Sexta, 23 de Julho de 2010 17h20
Agência O Globo
O advogado Ércio Quaresma, que representa o goleiro Bruno no caso do desaparecimento de Eliza Samudio, afirmou nesta sexta-feira, dia 23, em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, na "Rádio Bandeirantes", que recebeu informações sobre o paradeiro da ex-amante do atleta. Segundo ele, a jovem foi vista com vida em um shopping no Rio de Janeiro na última quinta-feira.
Quaresma disse que recebeu a denúncia, mas quem tem que localizá-la é a polícia. Ele disse ainda que deverá receber imagens de Eliza viva.
À tarde, uma entrevista do advogado ao programa "Se liga, Brasil", da Rádio Globo, com o locutor Roberto Canázio, terminou em bate boca. Quaresma sustentou que, sem corpo, será impossível a polícia indiciar Bruno. "Eu quero ver a polícia indiciar o Bruno", desafiou.
Para ele, os depoimentos que narram o assassinato de Eliza não têm credibilidade. Segundo o advogado, o menor levou um tapa na cara da polícia do Rio, e o primo de Bruno, Sérgio Rosa Sales, o odeia. Ao ser perguntado sobre o episódio em que teria sido teria sido flagrado com pedras de crack a um ano, Quaresma disparou: "Se eu fumo, cheiro ou dou o c..., isso é problema meu, de mais niguém. Dizem que as pedras de crack estavam comigo, dizem... o que a polícia escreve, eu jogo na latrina".
Na quinta-feira, o advogado disse à Globonews que, como não há provas de que a ex-amante do atleta está morta, ela será chamada como testemunha de defesa dos acusados. E disse ainda que soube de movimentações no cartão de crédito da jovem.
Na terça-feira, Quaresma já tinha afirmado que Eliza está viva, quando declarou que Bruno e Macarrão são inocentes, até que a polícia prove o contrário.
"Enquanto eu não verificar um atestado de óbito ou cotejar um exame de necropsia, essa moça está viva", afirmou.
Ele acredita que o desaparecimento de Eliza pode ser uma vingança. "A maior vingança que uma mulher pode fazer contra um homem é colocá-lo na cadeia injustamente. Há incontáveis casos como esse, e não só em Minas".
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